quarta-feira, 4 de maio de 2011

AS CRIANÇAS PRECISAM DE LIMITES QUE AS PROTEJAM

Olá. O meu nome é Sandra Galão e sou uma das formandas do curso de técnica de acção educativa (TAE).
 A ideia deste artigo surgiu com o objectivo de partilhar consigo, informações que nós formandas temos vindo a adquirir ao longo do curso e que, de alguma forma, nos têm vindo a sensibilizar para a educação dos mais pequenos! Tenho um interesse muito especial pelas crianças e por saber que poderia fazer algo por elas, comecei a fazer voluntariado há cinco meses com crianças de risco de exclusão social, tem sido um desafio imenso, complicado mas muito gratificante, pois tento partilhar com eles o que sei e, em compensação, tenho aprendido a ser mais paciente, tolerante e posso dizer com toda a certeza, eles não são delinquentes… São crianças carentes.
O Alex tem 8 anos, está no centro onde faço voluntariado e foi ele que me ajudou a escrever o texto mais abaixo. Foi uma forma que encontrei de fazê-lo interiorizar e entender quais os direitos e deveres que deve cumprir para se tornar um cidadão do mundo.
Concordo plenamente com o filósofo grego Sócrates quando dizia:
“Educai as crianças para que mais tarde não tenhamos que punir os adultos”                                     
“ Não penses mal dos que procedem mal, pensa somente que estão equivocados”

O texto que se segue foi extraído do livro Limites sem trauma, de Tânia Zagury e apresentado pela nossa formadora Ana Ferreira no módulo “Para uma intervenção educativa de qualidade! Como?”   
AS CRIANÇAS PRECISAM DE LIMITES QUE AS PROTEJAM 

“DAR LIMITES É…
- Ensinar que os direitos são iguais para todos.
- Ensinar que existem OUTRAS pessoas no mundo.
- Fazer a criança compreender que os seus direitos acabam onde   começam os direitos dos outros.
- Dizer “sim” sempre que possível e “não” sempre que necessário.
- Só dizer “não” às crianças quando houver uma razão concreta.
- Mostrar que muitas coisas podem ser feitas e outras não.
- Fazer a criança ver o mundo com uma conotação social (conviver) e não apenas psicológica (o meu desejo e o meu prazer são as únicas coisas que contam).
- Ensinar a tolerar pequenas frustrações no presente para que, no futuro, os problemas da vida possam ser superados com equilíbrio e maturidade (a criança que hoje aprendeu a esperar a sua vez de ser servida à mesa, amanhã não considerará um insulto pessoal esperar a vez na fila do cinema ou aguardar três ou quatro dias até que o chefe dê um parecer sobre a sua promoção).
- Desenvolver a capacidade de adiar satisfação (se não conseguir emprego hoje, continuará a lutar sem desistir ou, caso não tenha desenvolvido esta habilidade, agirá de forma insensata ou desequilibrada, partindo, por exemplo, para a marginalidade, o alcoolismo ou a depressão).
- Evitar que a criança cresça a pensar que todos no mundo têm de satisfazer os seus mínimos desejos e, se tal não ocorrer (o que é mais provável), não conseguir lidar bem com a menor contrariedade, tornando-se, aí sim, frustrada, amarga ou pior, desequilibrada emocionalmente.
- Saber discernir entre o que é uma necessidade das crianças e o que é apenas desejo.
- Compreender que direito à privacidade não significa falta de cuidado, descanso, falta de acompanhamento e supervisão às actividades e atitudes das crianças, dentro e fora de casa.
- Ensinar que a cada direito corresponde um dever e, principalmente:  DAR O EXEMPLO!
- Quem quer ter filhos que respeitem a lei e os homens tem de viver o seu dia-a-dia dentro desses mesmos princípios, ainda que a sociedade tenha tão poucos indivíduos que agem dessa forma.

DAR LIMITES NÃO É…

- Bater nos filhos para que eles se comportem.
- Quando se fala em limites, muitas pessoas pensam que significa aprovação para dar palmadas, bater ou até espancar.
- Fazer só o que o adulto, pai ou mãe, querem ou estão com vontade de fazer.
- Ser autoritário, dar ordens sem explicar porquê, agir de acordo apenas com o seu próprio interesse, da forma que lhe convém, mesmo que a cada dia a sua vontade seja inteiramente oposta à do outro dia, por exemplo.
- Deixar de explicar o porquê das coisas, apenas impondo a “lei do mais forte”.
- Gritar com as crianças para ser atendido.
- Deixar de atender às necessidades reais (fome, sede, segurança, afecto, interesse) dos filhos, porque hoje está cansado.
- Invadir a privacidade a que todo o ser humano tem direito.
- Provocar traumas emocionais, humilhações e desrespeito à criança.
- Todas as crianças têm capacidade de compreender um “não” sem ficar com problemas, desde que, evidentemente, este “não” tenha razão de ser e não seja acompanhado de agressões físicas ou morais.
- O que provoca traumas e problemas emocionais é, em primeiro lugar, a falta de amor e carinho, seguido de injustiça
- Bater nos filhos é uma forma comum de violência física, que em geral começa com a palmadinha…

Espero que tenha gostado, deixe ficar o seu comentário se tiver vontade… aqui ficam algumas frases para análise e reflexão.
“Não deverá gerar filhos quem não quer dar-se ao trabalho de criá-los e educá-los.” Platão
“Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira, do que em um ano de conversação” Platão
“Nós poderíamos ser muito melhores, se não quiséssemos ser tão bons” Sigmund Freud
"O estudo, a busca da verdade e da beleza são domínios em que nos é consentido sermos crianças por toda a vida." (Albert Einstein)

terça-feira, 12 de abril de 2011

ALGUMAS SUGESTÕES DE FILMES VISTOS NAS AULAS

Aqui ficam algumas sugestões de filmes que temos visto ao longo das aulas, dentro das diferentes temáticas que temos vindo a abordar.

August Rush - O Som do Coração - Um filme fantástico sobre o poder e a paixão da música!!!







Billy Elliot - Porque dançar é um direito de todos e uma óptima forma de expressar sentimentos. Uma lição de vida sobre a igualdade de oportunidades!



A Turma - Um filme imperdível sobre as relações pedagógicas...e humanas!

Bébés - Um documentário que é um testemunho impressionante sobre a educação no mundo!








Filhos do Paraíso - Uma realidade diferente e cruel numa cultura tão distante de nós. Uma lição de vida e de humildade!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A NOSSA IDA AO TEATRO

No dia 18 de Fevereiro, pelas 21horas apanhamos o comboio para irmos ao Teatro Municipal do Barreiro. Algumas colegas levaram os filhos.
A peça que estava em cena era os " IMPROVÁVEIS", uma comédia de improviso representada somente por 4 actores.
O público tinha um papel activo, dando temas para o desenrolar da peça. A lotação estava esgotada e nós divertimos-nos imenso.
O regresso para o Pinhal Novo foi animado apesar de chover torrencialmente.
Estivemos 30 minutos à espera do comboio para o Pinhal Novo!!!

Esta peça pode ser vista na Casa da Comédia em Lisboa aos Domingos e recomenda-se!!!!
O contacto dos "IMPROVAVEIS" é: http://www.improvpt.com/ .


EXPRESSÃO DRAMÁTICA, CORPORAL E VOCAL

A Expressão Dramática surge das palavras EXPRESSÃO - do latim expressione, que significa extrair o suco, fazer sair, brotar, estar estritamente ligada à manifestação das emoções; DRAMA - do grego drama, acontecimento impressionante, comovente e terrível; narrativa que apresenta com intensidade acontecimentos comovente, arte literária de escrita de peças para teatro, acção teatral.  



No âmbito da Expressão Dramática realizamos actividades que desenvolveram várias competências ao nível nível criativo, estético, corporal, cognitivo, respiração, desenvolvimento individual e colectivo, linguagem corporal e verbal.

A Expressão Dramática tem como objectivos ajudar a criança a desenvolver a sua personalidade, a auto-educar-se, a satisfazer necessidades fundamentais tais como: expressão de sentimentos, criatividade, ludismo, desempenho de papéis, evasão pela ficção e aliviar as sobrecargas e as tensões.


Dramatização do conto "O Sapo Apaixonado"




As nossas aulas práticas de Expressão Dramática

SABIAM QUE...
 - O primeiro momento de Expressão Dramática na criança é quando ela brinca ao "faz de conta"?
 - A criança desenvolve-se para a realidade através da imaginação?

SUGESTÃO DE LEITURA:
Educação pela Arte e Artes na Educação - 2º Volume
Drama e Dança de Alberto B. Sousa Colecção Horizontes Pedagógicos


SUGESTÃO DE FILME: Billy Elliot

EXPRESSÃO PLÁSTICA


A Expressão Plástica é um meio de comunicação capaz de levar a criança a reproduzir, num suporte material, as ideias que idealiza. Permite à criança expressar sentimentos e estados de espírito. Desenvolve a motricidade fina, a criatividade e a imaginação.
As actividades de Expressão Plástica tornam-se situações educativas quando implicam o envolvimento da criança e estabelecem uma reflexão conjunta entre criança/ adulto.
Neste módulo trabalhamos várias técnicas de Expressão Plástica:
- dobragem;
- digitinta;
- recortes;
- construção de fantoches;
- construção de instrumentos musicais;
- construção de mobile;
- colagem;
- modelagem;
- carimbagem;
- construção de moldura;
-várias técnicas de pintura: palhinha; berlinde; escova de dentes; carrinho; tampinhas; rolos de papel higiénico, entre outros materiais recicláveis.
                                                         Digitinta


                                                        Dobragens
                            Caixa para presentes feita com rolo de papel higiénico 
SABIA QUE...
- As artes plásticas surgiram na pré-história?
- Existem diversos exemplos da pintura rupestre em cavernas?
- Até os dias actuais há sempre uma necessidade de expressão artística utilizando novos meios. É nas artes plásticas que encontramos o uso de novos meios para a criação, invenção e apreciação estética.